ZUMBIIDO

NOSSA

COMUNIDADE

ZUMBIIDO é uma comunidade afroascendente na diáspora organizada desde 2007. É a união de pretos e pretas de diversas áreas da produção. É a verbalização do levante do povo preto ao reconhecer-se como desdobramento e ressonância do legado do imortal líder revolucionário, Honorável Rei Zumbi de N'gola Janga (Palmares). 

Neste microespaço, trata-se da consciência, da identidade, da cura à partir da força, da proteção à partir do compromisso, do cuidado à partir da auto-responsabilização, da construção e manutenção de nossas intersubjetividades, da liberdade e descolonização de nossas mentes e corpos diante de um mundo que odeia pessoas pretas e se organiza para exterminá-las.

BLOCO PRETO

ZUMBIIDO AFROPERCUSSIVO

Bloco Preto ZUMBIIDO AFROPERCUSSIVO é um grupo percussivo com propósito afirmativo racial; é um espaço de reflexão e vivência acerca dos saberes e fazeres da cultura africana. 

É um núcleo de práticas que dissemina a cultura através da linguagem da música percussiva, do canto e da dança a fim de estabelecer um processo de interesse, não somente nas festividades, mas também na consciência racial, política, cultural e estética da comunidade preta. Desenvolvendo assim, um ambiente de construção e troca de ideias, pesquisa e resgate destas tradições que colabora para a construção do levante da nação preta.

 

CORTEJO PRETO 2020

O CORTEJO

Vestimos um sonho mas nunca uma fantasia. 

Em nossa casa dizemos "imaginar é o primeiro passo" porque tudo ocorre em Ori antes de vir ao mundo. 

Construímos incessantemente imagens de tudo aquilo que queremos realizado. Não há nada mais urgente a ser construído se não a união preta como povo - é esta a nossa ideia de restabelecimento de poder, a auto-imagem.

Neste dia vestimos a vitória dos exércitos pretos, cantamos nossa espiritualidade, dançamos a liberdade das crianças pretas, tocamos as re-existências de nossos ancestrais. Ventilamos o futuro ao celebrar os feitos, frutos e vitórias do ano através da união de nossa comunidade. Desfilamos para nosso povo o testemunho de que entre pretas e pretos, pensando raça primeiro, tudo é possível - Estando orgulhosos pelo que se fez e provocados para o que ainda não se fez.

Antes de ir à rua, fomos uma casa cujo quintal foi salvo - nosso chão não é poeira. Muito foi sonhado e organizado por estas pessoas. Tudo o que se vê neste dia foi imaginado, semeado, executado, repetido, mantido, patrocinado por homens e mulheres pretas de propósito.

 

Suas famílias de sangue, seus filhos, pais e avós, seus amigos e parceiros estiveram juntos. A vontade foi cultuada para o caminho que ninguém caminha.

O EXÉRCITO NZ'AHOSI

Nada do que fazemos começou agora.

Nossos antepassados, nossos ancestrais entregaram seus destinos para que chegássemos até aqui. Então evocamos sua força à cada ciclo. 

 

As guerreiras Fon, as amazonas AHOSI foram a inspiração para este ciclo.

Mino Ahosi - "nossas mães, esposas do Rei" - conhecidas pela habilidade, agressividade e letalidade na defesa do Reino do Dahomey. 

Este regimento tinha um status de semi-sagrado que se mistura com a crença Fon nos Voduns.

Dahomey e Brasil se fundem através da chegada de uma rainha escravizada que cultuava reis mortos: Nã Agotimé - A vida que se tornou a Casa das Minas do Maranhão e o culto a Vodun.

 
 

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